O caos aéreo na Espanha, o poder de barganha das greves e o PIG espanhol

Sexta-feira dia 3 de Dezembro, por volta de 17 horas na Espanha (14 horas no Brasil), os controladores de vôo espanhóis entraram em greve. A razão foi a aprovação da privatização parcial da AENA, a equivalente da Infraero na Espanha, em cerca de 30%. Segundo o governo, os controladores simplesmente se levantaram de seus postos e foram embora, muitos deles alegando “problemas médicos” – 70% deles, inicialmente. Aqui na Espanha como no Brasil, as greves são regulamentadas: há que comunicar o governo com pelo menos dez dias antes e, ainda assim, para serviços essenciais, há que se manter uma quantidade mínima de serviços em funcionamento. Em outras palavras, há uma desaceleração do ritmo de prestação de serviços, mas não uma interrupção total. E, normalmente, cumpre-se com estes requisitos, o que faz com que qualquer incumprimento da lei, como feito pelos controladores de vôo, cause revolta generalizada.

Há todo um histórico bastante complexo referente a essa greve, que tentarei resumir o melhor possível, mas a versão completa conforme um controlador de vôo pode ser encontrada aqui, nesta carta de um controlador de vôo ao povo espanhol. A história é longa e cheia de nuances; se puder e tiver tempo, publico a carta traduzida em um post seguinte.

Os controladores alegam que suas horas de descanso não são devidamente reguladas, e que trabalham mais que o estipulado em contrato, por um dispositivo que conta apenas horas de controle como horas legalmente trabalhadas e não, serviços de supervisão. Ademais, tiveram seus salários rebaixados há pouco tempo pelo governo Espanhol, mas por muito mais que os funcionários públicos. Estes cortes chegam, no caso dos maiores salários, a 50%, e são muito maiores que os dos funcionários públicos porque os salários dos controladores de vôo saem das taxas pagas aos aeroportos: cerca de 4 euros das taxas pagas pelo passageiro em um vôo destinam-se a pagar o salário de um controlador.

Há alguns meses, segundo a imprensa, os controladores de vôo vêm fazendo operação tartaruga, com baixas médicas remuneradas alegando problemas médicos. Esta situação, conforme diz o vídeo que disponibilizo mais à frente, coincidiu com um decreto por parte do governo que aumentava o número de horas trabalhadas pelos controladores e meses atrás, quando a situação começou a prejudicar o tráfego aéreo do país mais notadamente, o governo começou a revisar as licenças médicas dos licenciados, e descobrindo que muitos não estavam doentes. Cabe lembrar que esta é a versão oficial, e este tipo de atuação já manchou muito a imagem dos controladores de vôo junto à população.

Com a aprovação da privatização parcial da AENA justo à véspera de um feriado de efetivamente cinco dias, os controladores se rebelaram e pararam todo o país. Os prejuízos causados por esta greve têm várias dimensões. Comecemos pelos prejuízos “frios”, econômicos, para o comércio. Hoje mais de 300 mil passageiros foram impedidos de voar com a greve, e muitos destinos turísticos, que estavam esperando finalmente bons tempos em uma época de crise econômica profunda e tinha expectativas de ótimos negócios, agora vêem um futuro sombrio, porque muitos espenhóis já dão por perdido este feriadão. Estima-se que, se a situação não for resolvida em horas, que até 4 milhões de passageiros poderão ser prejudicados e deixar de viajar. Não é preciso ser economista para perceber que se quatro milhões de pessoas deixam de gastar mais que o normal, ao longo de cinco dias, os estragos são gigantescos.

Além do prejuízo econômico, há a indignação, a frustração e o sentimento de impotência por parte dos passageiros com o fato de que suas férias foram prejudicadas pela greve de surpresa. Muitos passageiros tiveram que ficar nos aeroportos, sem direito a nada, pois nestes casos, as leis de aviação isentam as companhias aéreas da obrigação de dar qualquer tipo de assistência aos passageiros prejudicados. Algumas – poucas – companhias aéreas levaram seus passageiros para hotéis, mas a maioria os deixou no aeroporto, ao Deus-dará, com tão-somente um número de telefone para que liguem no dia seguinte e obtenham informações sobre o que acontecerá. Os passageiros estão, em sua vasta maioria, enfurecidos, para dizer o mínimo.

Emblemática a imagem veiculada pela RTVE de uma passageira que persegue aos controladores grevistas reunidos em um hotel perto do aeroporto de Madrid, chamando-os de desgraçados enquanto os fotografava com seu celular, e reclamando que lhes devolvessem seu feriado, conforme terão visto no vídeo anterior, e dos passageiros que insistentemente insistem nas expressões “reféns” e “chantagem”, usadas à exaustão pelo governo e pelos noticiários da RTVE para qualificar ao estado dos passageiros e as ações dos controladores, respectivamente. Este reunião de controladores foi explorada de modo espalhafatoso no telejornal da madrugada no canal de notícias 24 horas da RTVE, com uma “tensão crescente” pelo acúmulo coincidente de “muitos passageiros” no tal hotel. Como se pode ver no vídeo, não são tantos passageiros assim.

Há meses que o governo vem fazendo uma campanha midiática, apoiado pela grande imprensa, satanizando os controladores de vôo: marajás de salários nababescos, de baixa produtividade em comparação com todos os outros controladores europeus, e uma classe de privilegiados. E quando falo nababescos, estou falando de salários que segundo o governo, na média, estão em 350 mil euros por ano, ou seja, 30 mil euros ao mês. O salário mais baixo estaria em 250 mil ao ano, ou 20 mil ao mês.

Para evitar o pensamento falacioso da conversão para Reais, que é inevitavelmente o impulso que nos vem à cabeça em primeiro lugar, há que colocar as coisas em perspectiva de maneira independente de taxas de câmbio. Estamos falando (na verdade, o faz o governo!) de salários desta magnitude em um país em que 20% da população economicamente ativa está desempregada, e onde destes 20%, 40% são famílias inteiras desempregadas, ganhando uma parca ajuda de 460 euros, que o governo espanhol acaba de cortar para a maioria. Os jovens, em seus primeiros empregos, ganham 700, 800 euros; quando têm sorte, chegam a 1000. Um salário de 2000 euros é coisa para poucos; eu mesmo ganho 1750 líquidos em meu pós-doutorado, e estou no nível de salário de alguns professores universitários. A maioria da população ganha menos de 1300 euros. E, creiam-me, 1300 euros, mesmo estando solteiro e sem ninguém a quem ajudar familiarmente, é aquele salário onde você já começa a sacrificar umas tantas coisas que não deveria, como determinados cuidados de saúde, para poder pagar o seu aluguel em apartamento dividido e chegar ao final do mês zerado, mas sem nenhum luxo e já comprando alguns produtos de qualidade inferior no supermercado, na falta de alguma renda extra para complementar.

Havia algo de bastante estranho no fato de que não somente os controladores de vôo não se pronunciavam, mas que também praticamente não houve entrevistas com os grevistas; veiculou-se muito mais pronunciamentos de ministros de Estado, que de grevistas ou lideranças grevistas. A única entrevista feita com uma grevista foi depois da tomada do controle de vôo pelos militares, para mostrá-la aos prantos, com os nervos à flor da pele, declarando que os militares e guardas tomaram o controle e obrigaram os controladores a trabalhar sob mira de armas de fogo. No dia seguinte, os ministros de relações exteriores e de fomento foram à TV declarar que nada disto havia acontecido, que mentiam os grevistas e que deveriam provar o que estava falando. Nada, nem mesmo uma menção de que, diante da gravidade da situação, iam investigar as denúncias.

Um dos “problemas” de ser um brasileiro vivendo na Europa é que, como as coisas aqui tendem muitas vezes a funcionar melhor que no Brasil, você acaba se deixando levar pelas versões oficiais. No começo desta crise, escrevi um texto onde muito do que está nesta versão, já estava na outra, mas com a aprovação da militarização do tráfego aéreo, comecei a dar-me conta de que os controladores aéreos não se pronunciavam. Além do mais, se pensarmos de cabeça fria, nenhuma classe entra em greve por diversão, ainda mais infringindo a lei do modo que infringiram os controladores espanhóis. Começou a ficar razoavelmente claro para mim que esta crise havia sido precipitada pelo governo, que se aproveitou de sua fama de inepto para dar uma cartada de mestre. Fiz o mesmo que durante a campanha eleitoral: segui o Twitter e procurei blogs que comentassem sobre o tema. Encontrei um texto para o qual já dei link anteriormente neste post, “Carta de un controlador aéreo“, e o blog “Controladores aéreos y otras hierbas“. Para este último dou link para um post que, em particular, tem – pasmem – mais de 4800 comentários, a maioria – e com bastante razão, devo dizer – indignadíssimos e enfurecidos.

Não apoio completamente a greve dos controladores de vôo, mas não pelo fato de considerá-la injustificada. Ao contrário, depois de ler muitos outros pontos de vista sobre a greve relâmpago, acho que uma greve, mesmo nos termos em que esta foi feita, seria completamente justificada. No entanto, acho que os controladores caíram em uma armadilha habilmente colocada pelo governo. Já verão o porque.

Lembro de quando ainda morava no Rio de Janeiro e havia greves de ônibus. Muita gente era prejudicada, não podia chegar ao trabalho ou sofria muito mais para fazê-lo, mas o sentimento de revolta não era generalizado. Por que? Pela simples razão de que sabia-se que os motoristas de ônibus, mesmo sem ser sempre as criaturas mais simpáticas do mundo, não o eram justamente pelo trabalho duplamente estressante: de ter que dirigir em um trânsito louco, com a responsabilidade de levar as vidas de milhares de passageiros por dia sob sua responsabilidade, e de muitas vezes ouvir desaforos e impropérios de alguns destes mesmos pasageiros. Isto, sem contar com os perigos que nada têm a ver com o tráfego: no Rio, por exemplo, balas perdidas em alguns trechos dos percursos e a queima de ônibus, colocando em riscos suas vidas. Ou seja, não duplo mas triplo estresse, que legitimava as greves, e mesmo arrancava expressões de apoio de não poucos dos prejudicados.

No entanto, por mais que os controladores tenham razão em reclamar o que é seu de direito, a dose foi muito forte, e ministrada em momento completamente inadequado. Somente do primeiro dia de greve, que na verdade durou menos de 18 horas, fala-se entre 300 e 400 mil passageiros prejudicados economicamente pelo cancelamento dos vôos sem direito a reembolso, mas também emocionalmente, já que muitos deles têm pouquíssimas oportunidades para poder fazer uma viagem. Ademais, os cidadãos europeus estão acostumados a um certo grau de “civilidade” nas greves. Já havia rumores sobre a existência desta greve, e datas estavam sendo esperadas para o dia 9, segundo palavras dos próprios sindicatos de controladores. Segundo um entrevistado no aeroporto del Prat, em Barcelona, “los controladores nos tienen cogidos por los huevos” (“os controladores nos mantêm presos pelos ovos”, e os ovos aqui são somente dois). Para o povo espanhol – e para qualquer outro europeu – , uma greve feita deste modo é algo “selvagem”, adjetivo que está sendo usado em abundância para qualificar o abominável ato.

Meu uso de abominável não é sarcástico, muito pelo contrário. É sincero, pois os controladores de vôo prestaram um desfavor tremendo a todos os outros trabalhadores, de salários muito menores que os seus. A regulação de uma greve por prestação de serviços mínimos, em minha opinião, ainda que seja necessária, representa um enfraquecimento do poder de barganha dos grevistas. Uma greve que desrespeite esta regulação, portanto, representa uma medida extrema, desesperada, e medidas como estas têm que estar justificadas por algum tipo de repressão ou injustiça muito forte, ou por uma absoluta premência econômica. Somente estes dois elementos trazem o fator mais legitimador de uma greve, que é o apoio popular a esta, ou pelo menos, sua não-reprovação. Tudo isto somado mostraria uma certa “magnanimidade” em somente paralisar o país no caso em que realmente se necessita, como derradeiro recurso. É como se o forte, mesmo sendo forte, não abusa do seu poder, o que desperta em nós, mesmo prejudicados, um certo “espírito justiceiro”. Se uma greve tem apoio popular – ou seja, dos eleitores, capisci? – a não-satisfação das exigências por parte dos governantes os amaldiçoa com a impopularidade, um ônus que nenhum governante pode se dar ao luxo de ter pesando sobre si. E, a este ponto, já não há mais nenhum modo de os controladores de vôo reverterem sua má imagem junto à opinião pública: os comentários nos posts de controladores de vôo são, em sua esmagadora maioria, de que os controladores são privilegiados e que merecem ir para a rua. Deram tiro no pé, mas com bazuca, não com revólver. Seja qual for a realidade factual sobre a situação dos controladores de vôo, certamente é completamente oposta ao que se cristalizou nas mentes da maioria dos espanhóis.

O prejuízo dá-se, também, no plano ideológico. A situação na Espanha, politicamente, é a de um governo socialista que inicialmente teve muito êxito, mas que escolhas erradas no plano de investimenos e a crise mundial encarregaram-se de fazer declinar em popularidade com uma velocidade vertiginosa. Junte-se a isso uma direita raivosa muito forte – muito mais forte que a tupiniquim -, delirantemente egocêntrica e que não mede esforços nem pensa nas possíveis conseqüências de seus atos e declarações, a greve, como feita, serve simplesmente para dar munição a esta perigosa facção. Em épocas de ânimos não simplesmente exaltados, mas enfurecidos, torna-se muito fácil para a direitona raivosa criar empatia com os eleitores com seu discurso natural. E para um governo socialista-da-internacional-oca, potencializa suas tendências neo-direitistas: a greve foi deflagrada às 17:00, e às 21:30, foi aprovada, por decreto, a militarização do controle do espaço aéreo, nos vagos termos de que isto ocorrerá “sempre que se fizer necessário por urgente”. Em termos práticos, acabou-se com todo o poder de barganha das greves por seu uso indevido em épocas excepcionais, numa época em que a demonização de qualquer coisa que se refira ao “social” é a praxis corrente.

E dado que o governo espanhol, segundo os telegramas vazados na Wikileaks, tem consistentemente colaborado com o governo americano obedecendo ao que mandam e tem assumido posturas completamente neoliberais, abandonando todos os preceitos imagináveis que justificassem sua auto-denominação como socialistas, sou forçado a pensar em uma teoria conspiratória. Nesta teoria, o governo viu um momento extremamente propício para desviar a atenção dos escândalos Wikileaks, para forçar a oposição a dizer que, por uma vez que seja, concorda com medidas tomadas por eles, e para fazer com que todos se esqueçam que estão levando uma trolhada sem vaselina pela reforma trabalhista e cortes sociais. Para desencadear a avalanche, anunciou a privatização (parcial) da AENA às vésperas de um feradão, para, com a crise que se defkagraria, posar de Zorro protetor dos fracos e oprimidos pelos malvados, selvagens e privilegiados controladores de vôo. Tudo isso com a ajuda da desinformação proporcionada pela grande imprensa, mais ou menos nos moldes de como as notícias eram dadas durante das eleições. Zapathatcher é o José Serra ibérico.

Mas, qual o objetivo maior disto tudo, além de tirar proveito dos dividendos políticos junto ao povo espanhol? Analisar o discurso dos ministros, tão amplamente veiculado pela imprensa, é fundamental para chegarmos à razão última deste ataque governamental. Não é uma simples coincidência que o ministro de assuntos exteriores, Alfredo Pérez Rubalcaba, e o de fomento (uma espécie de Casa Civil, responsável por assuntos de desenvolvimento do país), José Blanco, tenham feito todos os pronunciamentos pertinentes e que Zapathatcher não tenha aparecido nenhuma vez na TV nos últimos três dias para pronunciar-se sobre a situação. Em um post anterior, listei as reformas trabalhistas do governo Zapathatcher. Estas reformas visam assegurar aos Mercados que a Espanha criará emprego e crescerá economicamente, atraindo assim o capital estrangeiro para investimentos no país (leia-se: dizer aos empresários estrangeiros que encontrarão, na Espanha, mão-de-obra barata e dócil aos seus caprichos de gula monetária). Um dos rugidos indignados dos ministros é contra o desfavor que os controladores prestaram ao país, com os prejuízos financeiros, emocionais e com os prejuízos à imagem do país no exterior.

Em outras palavras o governo espanhol, uma vez mais, deixa transparecer seu medo dos Mercados, já que é a bola da vez no ataque neoliberal que mina o estado de bem-estar europeu e a zona do Euro. Estes ataques, segundo muitos analistas, poderão fazer voar pelos ares o Euro e todo o conceito de Europa como união político-econômica, que efetivamente já não existe pelas ações ambíguas de Frau Merkel, ora europeísta, ora não. E busca apoio popular defendendo o feriadão da população, dando com uma das mãos, tendo antes tirado com a outra. E, antes que me entendam errado, não acho ruim que a população queira um feriadão de descanso, ainda mais com o permanente estresse de baixos salários e muito medo de perder o trabalho que eventualmente existe, e com o medo de tornar-se uma iminente Irlanda ainda que sua situação de déficit e endividamento estejam infinitamente melhores que a irlandesa. O que me indigna, e que me causa repulsa e asco, é usar a situação que eles mesmos criam para voltar uma parte da população contra outra, e criar precedentes para outras ações semelhantes. Divide et impera.

Zapathatcher, como resposta à greve ilegal dos controladores, aprovou a militarização do controle do espaço aéreo espanhol, e o decreto já está em prática: no momento em que escrevo estas mal-traçadas linhas, os militares controlam o tráfego aéreo na Espanha, durante quinze dias onde não haverá espaço para negociações sindicais e onde os controladores não poderão decretar greve. Com isto, enfraqueceu-se o poder de fogo dos controladores de vôo pois, uma vez que por lei uma greve deve ser anunciada com dez dias de antecedência, já é impossível fazer qualquer greve nos períodos de pico, que são Natal e Ano Novo.

Como se não fosse pouco, é muito provável que este evento desencadeie um processo ensandecido de revisão das leis de greve por parte da direita rábica. Já na época da greve geral de Setembro de 2010, os veículos de comunicação da direitona já rugiam sobre ela, dizendo que havia que revisar-se as regras para as greve. Agora, certamente virão pedidos veementes de reformulação a fim de quitar ainda mais do pouco poder de barganha que as greves possam ter. Perdem todos, menos os grandes empresários nostálgicos de Thatcher e Reagan, e o governo, que verá sua popularidade subir novamente com ações rápidas, certeiras e truculentas como resposta a uma situação cujos causadores são principalmente eles próprios.

Anúncios
Esse post foi publicado em Economia, Espanha, Internacional, Política e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s